
BRICS não é “anti-Ocidente” e busca equilíbrio geopolítico, diz Celso Amorim
27 de março de 2025 18:38O assessor especial do presidente Lula para assuntos externos, Celso Amorim, afirmou que o bloco de nações BRICS não representa uma força anti-Ocidente, reforçando a importância do diálogo e do multilateralismo nas relações internacionais.
Ao relembrar as origens do BRICS, Amorim reiterou que o grupo nasceu como força pró-multilateralismo e desenvolvimento, e negou que seja uma aliança “anti-Ocidente”. Ele destacou que o BRICS surgiu da convergência de interesses, inicialmente com a ideia do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), e evoluiu para um contraponto geopolítico relevante. Sobre a recente expansão para 11 membros, Amorim reconheceu que o grupo se tornou mais complexo e defendeu a ampliação: “A África e o mundo árabe precisavam de representação. A Indonésia, cuja população é maior que a do Brasil, também”, afirmou.
“O BRICS não é anti-Ocidente, é pró-equilíbrio”, frisou, durante a décima edição do Diálogo de Planejamento de Política Externa do BRICS, em Brasília.
O 10º Diálogo de Planejamento de Política Externa dos BRICS aconteceu nesta segunda e terça-feira (24 e 25), na capital federal, reunindo assessores de política externa dos países membros para fortalecer a cooperação e a articulação do grupo no cenário global.
Foto: Agência Brasil